RÁ RÁ RÁ !!!! PARA QUEM GOSTA DE NÚMEROS!!!

Essa eu tirei da Folha de S.Paulo hoje, coluna do Daniel Castro.  Só para mostrar a vocês os "números" do "merchandising social "da Globo. 


Globo bate recorde de merchandising social

DANIEL CASTRO
COLUNISTA DA FOLHA

A TV Globo veiculou no ano passado 1.188 merchandisings sociais em suas telenovelas, 4% a mais do que em 2002, quando exibiu 1.138 ações. São merchandisings sociais cenas que falem, por exemplo, de prevenção à Aids e de proteção dos idosos e alcoolismo.
Os números estão na revista "Balanço Social", que a Globo começou a distribuir a formadores de opinião. O capítulo sobre merchandising social nas novelas leva o título de "A ficção vira lei".
Nele, a emissora comemora que a novela "Mulheres Apaixonadas" "deu uma contribuição decisiva para a aprovação, no Congresso, do Estatuto do Idoso, do Estatuto do Desarmamento e de lei que tipifica o crime de ‘violência doméstica’, que inclui agressões à mulher".
O texto cita depoimento do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), que diz que a novela "desengavetou projetos". O deputado está no ar em campanha da Globo sobre seus feitos. É a primeira vez que a emissora faz "balanço social no ar".
Segundo a revista, "Mulheres Apaixonadas" bateu o recorde de merchandisings sociais, com 623 ações, seguida por "Malhação" (227; Aids, preconceito sexual, adoção) e "Agora É que São Elas" (145; cooperativismo, coronelismo, voto consciente). Em 2002, "O Clone", teve 269 ações.
A Globo conta merchandisings sociais desde 2000, quando teve 580 ações. Em 2001, foram 483.


Agora é com vocês...



 Escrito por Crissy às 01h34 PM
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ARMADILHA DA GLOBO

 

A televisão é uma fonte riquíssima de inspirações para escrever.  Incrível como todos os dias surgem assuntos novos para comentar e debater.  

O que quero compartilhar com vc´s hoje é sobre a armadilha da Tv Globo e a  onda de inserções comerciais de auto promoção que a Globo anda mostrando.

Já prestaram atenção nos comerciais que a Globo anda passando?  Dizendo ao público o quão boa e preocupada com o “merchandising social” ela é, ao tocar em temas sociais em novelas?  Falam sobre o estatuto do idoso, das drogas, da homossexualidade, da separação de pais etc etc. 

Ora, nada contra em ter a TV como veículo de informação e educação (como faz brilhantemente a Tv Cultura) e acredito sim, que a Tv deve ser usada como veículo de FORMAÇÂO do povo. Um dos veículos, é claro.  Em um país onde a família não tem condições para ter outra fonte de diversão e cultura, (já viram a quantas anda o preço de um ingresso de teatro, cinema e o preço de um exemplar de jornal?) a televisão é  a única fonte de diversão e informação da maioria do povo.  

Agora, pensemos no fato que da mesma forma que a Globo insere em suas teledramaturgias elementos de discussão social, fazendo uma conecção entre a fantasia da novela e os fatos da realidade,  esses “tópicos” NUNCA são discutidos pela sociedade ANTES de serem levados ao ar...  Isto torna esse tipo de conduta algo muito perigoso, pois dependendo de COMO o tópico é discutido durante a trama, o público encara de uma forma ou outra.  Em um país cujo povo agride atores que fazem papéis de “bandidos” em novelas, confundindo a fantasia com a realidade, temos que nos resguardar desse tipo de “merchandising social”  e duvidar de suas reais intenções.  É sabido que a Globo, como caiu no “ódio” dos intelectuais – até parece que só agora os dirigentes da Tv sabem disso,  está tentando “refazer” a sua imagem junto a esse público e por meio dos comerciais de “auto-promoção”, tentam mostrar  que além de “estórias fantasiosas”, de gente nua gratuitamente, de violência tanto moral quanto física, eles incutem no povo as idéias sociais.  E esses temas são discutidos amplamente pela sociedade. 

Essa é uma arma letal, e que da forma que é usada, poderá servir para construir ou destruir uma sociedade.  Lembrem-se que algo esta por vir... Com certeza...  A Rede Globo está querendo se passar por “boazinha”...  Algo vai vir por aí...  Não concordo com essa “pseudo-preocupação com o social” da Rede Globo.  Fiquem atentos.  Em tempo:  estamos em ano de eleições...não é?

 



 Escrito por Crissy às 01h54 PM
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O poder da expressão.

Expressar não requer muito esforço. Mas ter o que expressar é o que faz a diferença.

Já ouvimos muitas pessoas dizerem que não sabem se expressar. Claro, muitas não sabem mesmo, outras tem medo, mas alguém já parou prá pensar se é só isso mesmo? A resposta é simples. Muitos não tem o que expressar.

É sabido que a falta do que ter para se expressar se acumula nas zonas mais pobres, onde o acesso a todo tipo de informação, cultura e sapiencia é restrito ou insuficiente. Só que não é só alí que mora a falta de razões para se expressar. Vez ou outra, enquanto mudamos de canal, é fácil encontrar pessoas conhecidas e de muito dinheiro que não tem nada que contribua para ninguém. Não tem conteúdo. Não tem material de expressão.

A esta altura, muitos devem estar se questionando e fazendo auto análises para descobrir se possuem algo para se expressar. O ideal não é fazer auto avaliação, e sim, aprimorar tudo o que se possue e buscar informação, cultura e sapiência. Pode apostar que assim, sempre haverá algo para se expressar.



 Escrito por Digs às 03h26 PM
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O GRANDE FIASCO DO OSCAR

Olá pessoas! Como vão? Dormiram bem após as "grandes emoções" do Oscar?

Vocês já devem ter lido a essa altura do campeonato muitos comentários sobre a premiação, e já devem ter discutido com os colegas de trabalho, os vizinhos, os amigos de escola e faculdade. A opinião geral que consegui colher até agora foi de uma certa tristeza, pois afinal todos nós gostaríamos que Cidade de Deus tivesse ganhado pelo menos um daqueles bonequinhos de ferro. Outros, poucos, aliás, dizem que o nosso filme nunca poderia ter ganhado já que não tem o glamour das produções Hollywoodianas e que só mostra pobreza e etc.

Mas o que eu realmente gostaria de falar para vocês, como forma de desabafo e indignação não é nada inerente ao filme, ou à academia em si. O que mais me indignou e me deixou revoltada não foi ter perdido as 4 estatuetas para o pessoal do Lord of The Rings, (que, aliás, tento tomar coragem para investir 3 horas do meu dia para ver...) segundo a opinião pública, um belo filme que mereceu os 11 "oscars" premiados. O maior fiasco do Oscar 2004 chama-se SISTEMA BRASILEIRO DE TELEVISÃO. Mais conhecido como SBT.

Quem assistiu a premiação ontem há de concordar comigo nos seguintes pontos: (eu adoro colocar as idéias em tópicos.... hehehe coisa de professora.... acho que fica mais fácil entender, sei lá.) comecemos do menos "pior" ao mais terrível, ok?

PONTO UM: O que era aquela mulherzinha com uma voz estridente e que mal sabia o que estava fazendo em Los Angeles e não sabia, aposto, nem o nome do diretor brasileiro? Vocês prestaram atenção em como ela conduzia a entrevista? Simplesmente o Rubens E. Filho tinha que gritar a pergunta do estúdio e acho que o ponto eletrônico dela não estava no volume certo e ela se atropelava inteira. E, note-se, o Rubens E. Filho tinha que intervir, pois a moça parecia estar mais deslumbrada com a festa e com os fotógrafos e TV´s em volta do que concentrada no que tinha a perguntar... E, afinal, ela tinha o que perguntar? Depois das duas perguntas ÓBVIAS e totalmente dispensáveis: "O que você está achando deste momento?", "Como é que você está se sentindo?" – as mesmas perguntas que alguns repórteres TEIMAM em fazer, por exemplo, ao goleiro que tomou um frango e cujo time perdeu, ou a um assassino na porta da cadeia. Ainda bem que o Rubens E. Filho estava por lá (no estúdio) e tentou – em vão, pois a moça não parava de cacarejar, soltar uma ou duas perguntas mais inteligentes. Eu estava vendo a hora em que ela ia largar todo mundo e ir correndo atrás do Andy Garcia. (coisa que eu faria, com certeza).

PONTO DOIS: Passados os minutos de fama da mocinha em Los Angeles, temos que assistir, passivamente, ao "camarote da Brahma". Gente!!! O que foi aquilo??? Aposto que deveriam ter, no máximo 10 gatos pingados, pois a pseudo-apresentadora BABI (calma que já vou falar dela também) teve que até entrevistar a mesma pessoa duas vezes. Aliás, concordo que tudo precisa de um patrocinador. Não estou metendo o pau no fato da Brahma patrocinar a transmissão ou os produtores brasileiros, mas juro que não entendi o por que daquele camarote. Quando ouvi a mocinha cacarejante falar "E agora vamos direto ao camarote da Brahma com a Babi", juro pelos deuses do Olimpo: pensei que fosse alguma coisa de carnaval. Daí, depois de me recompor da visão da decadente BABI (como ela envelheceu, né?? Fiquei pretérita) entendi que o tal "camarote" era como se fosse um comitê de torcida. Pessoalmente, acho que a Brahma poderia ter bolado outro jeito de expor a sua marca, como, por exemplo, chamando outros intelectuais e produtores de filmes, e/ou, atores mais experientes e promover, ao invés daquelas entrevistas cretinas um bate papo informal entre um ou outro "break". Não sei, mas achei muito fora de propósito aquele decadente camarote (quase morri de rir quando vi a Vanessa Camargo – que se escreve com "W", não sei por que, dar a sua grande contribuição e dizer, em rede nacional que os "nominados" para o Oscar eram muito bons, rárárá).

PONTO TRÊS: Alguém notou que o som original estava super alto, e o som do tradutor (profissional que eu venero e respeito muitíssimo) também estava altíssimo, muitas vezes não dava para entender nem o que o mala do Billy Crystal falava e tampouco o que o tradutor falava. Era uma poluição sonora que dava dó. E esse negócio de traduzir as músicas que não estão no script da premiação também é um horror! Pergunto-me se haveria alguma outra maneira de colocar em língua portuguesa, sem ferir a integridade do original. Será que não há algum meio de o tradutor falar para uma máquina, sei lá, e ela escrever as frases, como as legendas de um filme? Ficaria bem melhor.

PONTO QUATRO: No mais, guardo o último ponto ao nosso grande conhecido Rubens E. Filho. Aproveito o ensejo para dizer que acho incrível como ele NUNCA envelhece. O vejo desde pequena, apresentando as noites de Oscar e juro que já estou a um passo do BOTOX e ele continua com a mesma cara, a mesma barba, tudo!!!!

Por favor, não chamem pessoas para dividir a mesa com ele em premiações que não entendam do assunto! È triste ver como aquele homem sofre... Se tivessem colocado a mim, não faria grande diferença, pois leiga por leiga, pelo menos eu comentaria sobre os vestidos das americanas. HAHAHAHA Era um tal de "ah-ram, sei... é mesmo...nossa....tem razão... oh..." Puxa vida.... Até eu faço comentários assim.

Enfim, esse é o resultado da falta de investimento do SBT no núcleo de jornalismo. Continuem investindo em novelas mexicanas!!!!

Obrigada SBT, por minimizar a raiva que eu senti do "Lord of The Rings" e canalizá-la a vocês.

Pronto. Desabafei.



 Escrito por Crissy às 10h24 PM
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O Fim da História segundo Francis Fukuyama.

De tempos em tempos, uma parcela da chamada "intelectualidade" - bem como uma boa fração de articulistas, pseudo-pensadores e toda a sorte de "curiosos" em geral - retoma o célebre ensaio de Francis Fukuyama sobre o fim da história.

Publicado em julho de 1989, “The End of History” causou um bouleversement tamanho que, no prazo aproximado de um ano, uma “sabedoria filosófica” para iniciados converteu-se em lugar-comum: a História teria chegado ao seu término. Com a derrocada do socialismo, a democracia liberal ocidental, segundo Fukuyama, destacar-se-ia como a forma final de governo humano, levando a seu término o desenvolvimento histórico – desfecho que, ainda segundo o autor, teria sido antevisto pelo filósofo prussiano Georg Wilhelm Friedrich Hegel.
Ora, sendo o primeiro filósofo a transcender as concepções fixas da natureza humana, Hegel apresentaria em sua “fenomenologia do espírito” um momento de culminação absoluta: ao fim e ao cabo das agitadas transformações do espírito, alcançar-se-ia o momento em que a razão, enquanto liberdade na terra, seria consumada nas instituições de um Estado liberal. Segundo o filósofo prussiano, o ponto de inflexão estaria dado com a vitória de Napoleão sobre a Prússia em Iena, nos idos de 1806. Vitorioso, Napoleão teria quebrado o poder do ancien régime na Alemanha, criando as bases para a propagação universal dos princípios da Revolução Francesa. O espírito da História estaria encarnado em Napoleão, segundo a afirmação inequívoca da primazia de idéias na História – a verdade hegeliana de que os desenvolvimentos da realidade material não determinam, mas adaptam-se ao surgimento de princípios ideais. Neste sentido é que se pode afirmar que Marx colocará o “idealismo do filósofo alemão de pernas para o ar”: a consciência, para o célebre autor d’O Capital, não pode ser maior que o ser consciente – o que significa que, grosso modo, é a “atividade humana sensível” quem dá as cartas. Materialismo versus idealismo. De todo modo, a exatidão essencial da convicção hegeliana de que a história estava chegando ao seu fim não é prejudicada pelos mais de duzentos anos que se seguiram: o que se sucedeu em Iena não foi a prática completada, mas sim o princípio regulador de uma nova ordem política.
Como se pode facilmente constatar, assim o é também para a argumentação de Fukuyama: lutas e sublevações maciças ainda estão por ocorrer antes que os ideais liberais adquiram seu pleno formato institucional e se propaguem mundo afora. Assim, os argumentos desta nova “versão” do “fim da história” deixam margem a qualquer quantidade de novos elementos: afirma simplesmente que existe um conjunto de limites estruturais dentro dos quais os eventos se desenrolam no momento presente. Fukuyama se aproveitou de dois elementos fundamentais de filosofia de Hegel: o constitucionalismo do liberalismo hegeliano; e o otimismo inerente à concepção de “fim da história” presente na obra do pensador prussiano, que não é senão a concretização da liberdade na Terra. De fato, a grande mudança inspiradora da “nova” versão do “fim da história” reside no colapso do comunismo – a visão de Fukuyama é um produto deste momento ( assim como a visão de Hegel é produto do momento napoleônico ).
No entanto, note-se o seguinte: o contorno fundamental das franquias que Hegel havia percebido como forma definitiva de liberdade moderna – isto é, a afirmação de que o Estado que deve emergir no fim da História deverá ser liberal na medida em que reconhece e protege o direito universal do homem à liberdade, e de que deverá ser democrático na medida em que somente existe com o consentimento dos governados – jamais foi aperfeiçoado depois dele. Evidente que essa liberdade, tal como nos tempos de Iena, inclui o direito à propriedade privada e às operações de uma economia de mercado. Ora, do ponto de vista hegeliano – ao qual Fukuyama declaradamente se atêm em seu ensaio – deve-se considerar que o liberalismo ( enquanto ordem política ) é inseparável do capitalismo ( enquanto sistema econômico ) não no sentido de que o segundo gera o primeiro como sua base real, mas sim no sentido de que ambos refletem uma alteração subjacente no domínio da consciência que governo o curso do mundo – e ainda que a abundância de consumismo verificada em algumas latitudes privilegiadas do planeta concorra para consolidar os “valores democráticos” da política liberal, ao estabilizar a mudança que Hegel foi o primeiro a compreender, deve-se ter em mente que o proclamado “fim da história” ( a despeito do toda a redenção que lhe é subjacente ) também tem seus altos custos.
Se de fato pode-se dizer que a democracia está a cada dia mais disseminada no mundo, pode-se também constatar a sua superficialidade, a sua crescente falta de consistência – e, neste caso, os próprios Estados Unidos constituem um exemplo paradigmático, posto tratar-se de uma sociedade onde menos da metade de seus cidadãos votam, 90% dos congressistas são reeleitos e o preço dos cargos públicos é avaliado em milhões. Assim, altos sacrifícios e impulsos heróicos hão de se dissipar em meio à rotina trivial e monótona de fazer compras e, de vez em quando, votar. Enquanto arte e filosofia definham e a cultura se vê reduzida à função de curadora do passado. Neste cenário, os cálculos técnicos substituem a imaginação moral ou política, e a miséria graça no seio das próprias sociedades capitalistas avançadas.
De fato, é mesmo o fim.
Como é triste e melancólico o pio noturno da coruja de Fukuyama.



 Escrito por ANdre às 09h05 PM
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Discussões de Carnaval

 

Olá pessoas!  Durante este chuvoso carnaval, nada mais havia de ser feito além de sentar na varanda da casa de praia de minha amiga Cristina (aquela da briga dos sapatos, André). E obviamente, regado à Bohemia, pois ninguém é de ferro.

Surgiu em certo momento um assunto que muito me prendeu a atenção, mas que recusei comentar naquele momento, pois não estava com muita vontade de discutir e fui à praia para descansar....  Mas, essa conversa não saiu da minha cabeça.  E eis a refutação! Hehe

Estávamos na varanda, tomando nossa cerveja e ouvindo um CD dos Beatles, e uma das músicas é a “SHE LOVES YOU”, e na faixa seguinte, eles cantam a mesma música em língua alemã.

Cristina vira-se e diz:  “Nossa, vc veja só...  mesmo cantada em alemão, essa música ficou legal!  Aliás, eles poderiam estar dizendo qualquer coisa, blabluble bla, que ficaria legal do mesmo jeito e todos iriam gostar.”  ...  Engoli a seco, e concentrada na minha lata de cerveja, comecei a pensar sobre a teoria que Cristina  acabara de fazer. E tentei organizar minhas idéias, louca para escrevê-las aqui, já que devido ao teor etílico de ambas, não seria muito inteligente começar uma discussão naquele momento.

Eis meus pensamentos.  Cristina!  Essa vai para vc!  Espero que compreenda meus pontos de vista!

FATO NUMERO 1:  Por não ser fluente em língua inglesa, talvez não possa discernir os fonemas ingleses dos alemães, o que causa certa confusão ao constatar que tanto em uma língua quanto em outra, a música teria o mesmo efeito.  Haja vista quando ouvimos uma música originalmente cantada em português do Brasil sendo cantada  no idioma espanhol (exemplos não faltam, desde XUXA a Chitaozinho e Xororó), ou no idioma italiano – exemplos aqui também com a Zizi Possi, e outros, e não sentir uma certa “estranheza”, ou pior, uma total mudança tanto na letra – que certamente é adaptada ao idioma que será cantado, quanto na  INTENÇÂO do compositor.  Um exemplo rico nesse tipo de argumento é tentar passar para qualquer idioma que quiser a música “Manga Rosa”.   Tentem e depois me contem. 

FATO NUMERO 2:  O momento histórico da balada dos Beatles.  Será que o mundo, recém saído de uma guerra, aceitaria um grupo de jovens, cantando em alemão????   Será que o som desse idioma não agrediria os outros povos (aliás, milhares de povos) que tiveram suas terras destruídas e suas famílias mortas por pessoas que falavam esse idioma?  Com certeza mais que absoluta, a versão de “SHE LOVES YOU” dos Beatles em alemão só faria sucesso na Alemanha. – e quiçá, em países que compreendam o idioma.    Vivemos – e não só nós, em um mundo cujo poderio de comunicação em massa é feito no idioma de Shakespeare, portanto nossos ouvidos já estão acostumados a ouvir o idioma, mesmo  não compreendendo muito bem o que está sendo cantado, o brasileiro não se sente “agredido” ou incomodado ao ouvir a música em inglês.  Muito menos de “ler” filmes no cinema.  O inglês soa como aquele falar que julgamos ser familiar, embora não consigamos reproduzi-lo.



 Escrito por Crissy às 07h49 PM
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FATO NUMERO 3: A julgar pela produção musical que rola mundo afora, se pudesse a letra dizer qualquer coisa mesmo, o “blableblabli”, ora, por que então não temos mais produções de outros idiomas nas nossas TOP HITS ?   A indústria fonográfica tem uma explicação muito interessante para isso.  A relação de subserviência do brasileiro para com os países de idioma Inglês é tanta que não nos espantamos de ver grupos nacionais e cantores – auto intitulados cantores, vulgo o SUPLA, cantando em idioma britânico.  Aí, entrarei numa discussão sobre o uso dos anglicismos no nosso dia a dia e será mais um “bla bla” daqueles.   

FATO NUMERO 4: Sendo a língua portuguesa dita como co-irmã da língua espanhola, por que então não temos em nossas listas de mais tocados as músicas de artistas de língua espanhola com tanta freqüência? Tirando, óbvio, algum artista que faz sucesso com suas músicas nas novelas da Globo.  Mas é temporário.  A explicação dada pelos lingüistas é a de que a língua espanhola não soa muito bem aos nossos ouvidos de lusófonos, causa estranheza e uma certa dorzinha...  Claro que não conto com o fato de milhares de brasileiros ouvirem e amarem a língua espanhola, pois ainda bem que há os que gostem de outros idiomas que não seja o idioma inglês ( e malucos como eu que estudam russo, rs)  O mesmo não acontece com o idioma italiano.  Não há quem não goste de uma bela canção italiana ou que diga, com toda sinceridade que adora o idioma e gostaria de estudá-lo.   Os lingüistas entram novamente, explicando que já o italiano, soa muito mais confortável e mais suave aos nossos ouvidos do que a língua espanhola.  Aí há razões de fonética, etimologia, aspectos culturais, sociais, e principalmente afetivos, totalmente subjetivos.    Mas, estou falando sobre a língua em si, não sobre as versões de músicas originalmente em língua portuguesa do Brasil em língua italiana.

PORTANTO:   Será mesmo, que se os Beatles fossem alemães e cantassem em alemão teriam feito o mesmo sucesso?  Ou, por exemplo, se eles fossem AUSTRÌACOS, JAPONESES, NORUEGUESES, FRANCESES, BELGAS etc, e cantassem em suas respectivas línguas, naquele momento histórico, será que as músicas chegariam até a nós?  Se vc disser que sim, então me explique por que não temos contato, através da grande massa de comunicação com grupos e cantores desses idiomas diversos?  Um tipo, Rolling Stone Chinês?  Será, que mesmo que a melodia fosse a mesma, teria a mesma aceitação??  Por que o Roxette, o A-ha, o Pink Floyd, e tantos outros, preferem passar suas mensagem no idioma inglês?  Essa discussão é muito profunda e os fatos são múltiplos, pois quando lidamos com palavras, fala, comunicação, estamos lidando com o ser humano, e este carrega aspectos sociais, políticos, religiosos, culturais, étnicos, psicológicos, históricos e infelizmente, no mundo da música, o aspecto comercial, que não podemos, erroneamente, dar um veredicto simplista.

Aliás, acho muito estranho o Frank Sinatra cantando com Tom Jobim “Garota de Ipanema”. hehe

 

 



 Escrito por Crissy às 07h48 PM
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Eu nunca irei pros Estados Unidos.
Ontem eu estava assistindo Armaggedon e percebi uma coisa: Só nos Estados Unidos ai meteoro, só lá tem vulcão no meio da cidade, só lá chega Extra Terrestres, tudoa contece por lá. Tudo bem que o presidente dos Estados Unidos sempre salva a humanidade, mas mesmo assim, prefiro ficar no Brasil.
Toda essa história tem um explicação muito simples: O sentimento de poder dos Estados Unidos. Tudo acontece lá, e o presidente sempre SALVA a humanidade. Quer um exemplo mais claro que o BUSH? Fez um monte de merda e ACHA que salvou o planeta do Saddam. Kkkkk... Tadinho do BUSH. Ele é odiado nos quatro cantos do mundo.
Eu odeioooo os Estados Unidos. Odeio.
Tá. Eu sei que lá tem super heróis, que eles estão todos lá. mas eles estão todos velhos e cansados. Quantos anos tem o superman? E a mulher maravilha? já dever ser a mulher sem maravilha nenhuma. Yecow!
Bjo

 Escrito por Digs às 10h56 AM
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Bom...Bom... Bom...

To indo pro meu retiro espiritual...  Praia.   Esfriar a cabeça...

Fugir do Stress de Sampa e também ficar um pouquinho com os meus pensamentos...  hora de relaxar, refletir... Em pleno silencio...  A espero ficar assim até a próxima TPM.   Vejo vcs depois do Carnaval.   Com fotos e estórias novas.   Tava precisando....  Eu to ficando muito chata e agressiva.   Vamos ver se  melhoro um pouquinho.   Sozinha...  Na solitude.... adoro essa palavra, creio que nomeie uma canção italiana... não sei ao certo...

Beijos a todos e inté mais!



 Escrito por Crissy às 11h27 AM
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 Escrito por ANdre às 01h28 AM
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Poema de Carlos Drummond de Andrade

A Máquina do Mundo

 

 

E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco

se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas

lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,

a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.

Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável

pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar

toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.

Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera

e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,

convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,

assim me disse, embora voz alguma
ou sopro ou eco ou simples percussão
atestasse que alguém, sobre a montanha,

a outro alguém, noturno e miserável,
em colóquio se estava dirigindo:
"O que procuraste em ti ou fora de

teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,

olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,

essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo

se revelou ante a pesquisa ardente
em que te consumiste... vê, contempla,
abre teu peito para agasalhá-lo.”

As mais soberbas pontes e edifícios,
o que nas oficinas se elabora,
o que pensado foi e logo atinge

distância superior ao pensamento,
os recursos da terra dominados,
e as paixões e os impulsos e os tormentos

e tudo que define o ser terrestre
ou se prolonga até nos animais
e chega às plantas para se embeber

no sono rancoroso dos minérios,
dá volta ao mundo e torna a se engolfar,
na estranha ordem geométrica de tudo,

e o absurdo original e seus enigmas,
suas verdades altas mais que todos
monumentos erguidos à verdade:

e a memória dos deuses, e o solene
sentimento de morte, que floresce
no caule da existência mais gloriosa,

tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.

Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,

a esperança mais mínima — esse anelo
de ver desvanecida a treva espessa
que entre os raios do sol inda se filtra;

como defuntas crenças convocadas
presto e fremente não se produzissem
a de novo tingir a neutra face

que vou pelos caminhos demonstrando,
e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,

passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerrava
semelhante a essas flores reticentes

em si mesmas abertas e fechadas;
como se um dom tardio já não fora
apetecível, antes despiciendo,

baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.

A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,

se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mãos pensas.

(Carlos Drummond de Andrade)



 Escrito por ANdre às 01h27 AM
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Olá, pessoas tudo bem?
sei que meu tipo de texto não segue muito o padrão deste BLOG, mas... é o máximo que eu consigo...

Estava eu pensando sobre February 14. Aqui no Brasil é apenas dia 14 de fevereiro. Mas em outra parte deste continente é o dia de São Valentim. Uma espécie de dia dos namorados, digamos assim.
Nunca liguei muito prá datas. Elas sempre foram inúteis na minha vida. Depois dos 13 anos, até meu aniversário se tornou uma data inútil. Tornou-se um simples 7 de abril. Mas, voltando ao assunto, o dia de São Valentim (e o dia dos namorados também).
Os sentimentos são poderosas máquinas de transformação, trasmutação, metamorfose, ou qualquer outra "engine" que provoque mudanças. Inclusive referente ao dia dos namorados.
Muitas vezes, eu mesmo me perguntei: "O que essas pessoas vêem neste dia dos namorados?" Mas a resposta só me veio agora. Uma resposta simples, eu eu só pude entender agora seu significado: "Essas pessoas estão apaixonadas".
Ora olas, alguns devem se perguntar agora, será que eu nunca me apaixonei então? De verdade... eu nunca tinha me apaixonado... Sabe... essa data é muito importante (com ênfase na palavra MUITO e IMPORTANTE).

Mal posso esperar pelo dia 12 de Junho...

Abraços

P.S. - Crissy and André: Sorry for this POST. I just needed to do it. Something was burning inside of me claiming for words like these. Sorry.



 Escrito por Digs às 10h35 AM
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Filho de José

Algumas gotas de uma chuva fina, fria e afiada em demasia, roçavam a pequena mesa de madeira onde se sentava o funcionário. A ele se dirigiam minhas palavras:
- Meu pai... o nome é José – tá na lista ?
O funcionário saca a caneta e me olha insistente:
- Quem ? – abria o livro de visitas e repetia a si mesmo – Quem, quem, quem, hum...... José... José....Jô...
- Tá aqui sim...
Tudo um tanto improvisado: a mesa colocada ali, bem ao relento – diria-se, talvez, que fôra colocada no meio do nada, assim sem propósito. Velha a mesa, sua madeira mal ajambrada quase não se mantinha, e grandes sulcos entreabertos revelavam outras e mais camadas de madeira. Quase poderia se entrever alguns desenhos, caóticos. Apenas um pequeno pedaço da velha mesa parecia intacto – e justamente ali podia ler-se a seguinte inscrição: “Isto também passará. Os bons e os maus momentos da vida !”. Difícil desgrudar os olhos dali, e decerto a mensagem se impôs a mim e teimou em pairar sobre a minha cabeça. Até que minha mente exausta fosse por ela marcada em brasa.
Ou então tivesse a mesa em seu lugar, e o funcionário que mantinha seguro o caderno de visitas, beirando os trinta anos, estivesse deslocado. De quase moço, o funcionário pareceu-me um tanto apático – quase frio, quieto demais... apenas solicitava nome e identidade, como um mantra. Burocracia. E eu apenas olhava o rapaz – de início, quase nada dizia. Conquanto desse nome e identidade, podia-se então se dirigir ao enorme portão que fazia moldura ao rapaz. Entra advogado. Entro atrás. O advogado passa pelo portão e, enquanto vou seguindo-o, um nó de lágrimas aperta com força a minha garganta, chama o homem – meu pai ! O nó aperta ! Danado. Acostumo-me aos poucos com ele, cerro os olhos. Mas então fica o advogado, e sou obrigado a sair: filhos não entram ( só em dia de visita )... advogados entram todo dia.
Volto ao relento, à chuva. Posiciono-me defronte à mesa. O funcionário me olha de soslaio e eu logo entendo: sou eu o deslocado....
Difícil encarar os altos muros do presídio, suas paredes absolutamente resolutas, as guaridas e as armas que apontam ao léu. Construção forjada em lei, para a lei – detenção dos degenerados filhos desta terra: quase outra dimensão, o tempo demora a passar mesmo que se esteja do lado de fora, e a úmida garoa ainda teima em molhar-me os óculos. O funcionário, talvez por puro tédio, retoma a conversa comigo:
– Seu pai, né ? – pergunta-me o funcionário, enquanto acende um cigarro – chegou aqui faz pouco.... ta puxando qual bronca ?
– Não sei qual a “bronca”.... sei apenas que ele é inocente.
O funcionário lança-me um olhar irônico, quase um riso desconfiado. Súbito me dou conta do ridículo da situação: ali dentro, detrás dos muros, são todos inocentes:
- E quem não é inocente ? – pergunta-me o rapaz – Aqui, todos são !
A angústia se agiganta, o advogado não volta e a chuva fina não para. Não há nada a contemplar: sou eu o deslocado ! Diz-me então o funcionário:
- Qual a ala que ele se encontra ?
- Não sei..... por que ?
- Nada não – o rapaz se ajeita na cadeira de madeira, que geme gentilmente – mas, dependendo da ala, é mais fácil puxar a bronca. Por exemplo: na ala 2, mais ao fundo do pátio, a coisa pega – lá cada um faz o que quer, e os manos são sangue ruim.... lá é terra de ninguém, aquela estória de filho que chora e a mãe não vê, sabe ? A ala 3 e 4 também são porrada.... mas o pessoal é mais organizado e, as vezes, neguinho consegue ficar em paz.
- Tem alguma ala que seja um pouquinho melhor ?! – pergunto lhe com certa dose de impaciência.
- Tem a ala 1, logo ao lado da diretoria: lá, até que é mais fácil... os mano dão menos porrada e o pessoal em geral respeita os mais velhos. Sei pai é velho, não ?
- É velho sim....
- Fica frio, deve ta na ala da diretoria: ala 1.
Há uma hierarquia por alas e, pelo que me parece, deve-se rezar pela ala 1, aquela “da diretoria”... Droga ! Meu pai ta aonde ?!
Sai o advogado, um tanto apressado, com ar compenetrado e sobrancelhas arqueadas, olhos fixos para o chão – sai com pressa, mas não sem antes dizer um frio “obrigado” ao carcereiro que lhe abre a porta. Apertado em sua pasta, encontra-se um pequeno bilhete com alguns pedidos e recomendações do meu pai à família. Corro ao encontro do advogado, abrigo-me em seu guarda-chuvas e disparo a pergunta:
- Em que ala ele está ?! Em que ala ?!
- Como assim que ala ? - retruca-me o douto.
- Oras, em que ala meu pai está: ala 1, 2, 3.... ?
- Sei não ! Mas não temos tempo para isso. Temos que correr: o tempo urge e corre contra nós !
- Mas, peraí.... há alas melhores, alas piores.... gostaria de saber onde ele está.
- Ele está na cadeia. E cadeia é tudo igual !
Mais uma vez tomo consciência do ridículo da situação: de fato, cadeia é tudo igual... Lanço um último olhar ao funcionário em sua mesa. Ele sorri. Parece gentil e calmo. Presta-me um adeus solene e se levanta, como se fossemos ainda nos ver em breve. Muito breve.
Já há outra pessoa a lhe fornecer o nome de um parente – ele repete o gesto burocrático, consulta o caderno de visitas, pede sua assinatura e, aos meus olhos, não parece mais deslocado. Não há a menor alteridade, nem de gestos, nem de postura – quiçá de rostos, mas mesmo estes se diluem frente ao caderno de visitas: tomam todos o mesmo ar frenético e calmo, ansioso e lasso, desesperadamente envolto em certa agonia tremula e tediosa. Frente ao outro que ora lhe fala, sou mais um – e ao mesmo tempo, um outro mesmo. Sou mais um filho, filho de José !



 Escrito por ANdre às 02h01 PM
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 Escrito por Crissy às 06h25 PM
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VIVA AS DIFERENÇAS!!!!  - DEVANEIOS DA MADRUGADA

Ir para outros lugares....   Mudar-se para outros países....   Explorar outras fronteiras....  

Seja qual for o objetivo, o ser humano está sempre em um constante ir e vir.   De tão importante este ato, é protegido pela Constituição Federal.   O direito de ir e vir.  E claro, o direito de ir e vir carrega em si alguns preceitos...    Eu, ser humano, cidadão brasileiro, tenho o direito de ir para qualquer lugar e de voltar desse mesmo lugar, dentro do território nacional. 

ARTIGO 5 – [...]
...
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; [...]

Mas, o que acontece quando eu, ser humano, quero ir para algum outro lugar além das nossas fronteiras?   E o que acontece quando eu, cidadão seja de qual país for, decido emigrar para um outro território? 

 

Estamos vivendo em uma época coroada pelas idas e vindas de brasileiros ao exterior e estrangeiros ao nosso país.   Tenho a impressão que desde a época da colônia, nosso pais não recebera tão grandioso numero de visitantes e    residentes temporários.   E o contrário também é verdadeiro.    O numero de brasileiros no exterior seja para uma residência temporária, seja pra uma definitiva mudança, nunca foi tão grande.    Basta olharmos dentro do nosso circulo social.   Todos nós conhecemos alguém que se mudou para outro país   para estudar, trabalhar, conhecer outras culturas, guerrear, ajuntar-se a entes queridos, e até para casar.  Uma vez em outro território, seja lá onde for, o brasileiro tem o hábito saudável de passar pelo primeiro estágio comum a todos que deste grande país saem: “a fase do deslumbramento”.    Tudo é novidade.  Tudo é novo.   É a fase do conhecimento e do descobrimento da nova terra.  De olhar para as calçadas, e pisar forte nelas, e perceber que ele não pertence aquele chão.   Que nele não há um pedaço da sua história.   De olhar os prédios, construções e neles não enxergar a si próprio.   De respirar os novos ares lentamente.  



 Escrito por Crissy às 06h23 PM
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